Goiás registrou 147 casos de meningite e 32 mortes pela doença em 2026, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES). Diante dos números, a pasta pede que a população procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para conferir a caderneta e atualizar as vacinas, que são gratuitas na rede pública.
A orientação vale especialmente para crianças, adolescentes e grupos mais vulneráveis. As doses indicadas variam conforme a idade e seguem o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
A meningite pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e outros agentes. As vacinas disponíveis protegem contra alguns deles, como meningococos, pneumococos e a bactéria Haemophilus influenzae, e reduzem o risco de formas graves, internações e mortes.
“Vacinação reduz significativamente risco de desenvolver formas graves da doença”, afirmou o infectologista Luiz Felipe Silveira Sales, do Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT).
Como a vacina não protege contra todas as formas de meningite, a SES reforça que reconhecer os sintomas também é essencial. Segundo o infectologista, os casos bacterianos exigem atenção especial, porque podem evoluir rapidamente e precisam de tratamento imediato.
Sintomas que exigem atendimento imediato
- febre;
- dor de cabeça intensa;
- rigidez na nuca;
- vômitos;
- sonolência e confusão mental;
- convulsões.
Diante desses sinais, a recomendação é procurar atendimento médico o quanto antes.