As taxas dos contratos de DI (Depósito Interfinanceiro) recuaram nesta quarta-feira (4), segundo a CNN Brasil, em um movimento ligado ao alívio nos mercados globais de renda fixa após a vitória dos democratas nas eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos. No Brasil, os agentes financeiros aguardavam a decisão de juros do Banco Central.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,42%, ante ajuste de 14,629% na véspera. Para janeiro de 2035, o número era 15,03%, contra 15,485% da sessão anterior.
Os democratas assumiram o controle do Senado e da Câmara dos Deputados dos EUA na terça-feira (3). Para a estrategista de ações da Nomad Rebecca Nossig, a perspectiva de um Congresso dividido em relação à Casa Branca foi recebida de forma otimista, porque reduz as chances de mudanças econômicas bruscas e traz mais previsibilidade global. Às 16h47, o rendimento do Treasury de dez anos caía 6 pontos-base, a 4,892%.
A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) estava prevista para o fim do dia. Pesquisa da Reuters apontou que o comitê deve manter a Selic, interrompendo a série de cortes para avaliar melhor as perspectivas econômicas.
A XP, em relatório, citou a alta das expectativas de inflação, principalmente para horizontes mais longos, como 2029, e disse que isso exige resposta da política monetária. A instituição espera um comunicado pós-reunião mais duro (hawkish), que deixe em aberto as possibilidades para os próximos encontros, e projeta a Selic em 13,75% até o fim de 2027.
Segundo a XP, o cenário é particularmente incerto: o Copom pode retomar os cortes se os ativos brasileiros se estabilizarem e a inflação melhorar, ou até elevar a taxa se os fundamentos exigirem.